Preço dos alimentos no mundo é o mais alto em mais de 2 anos, diz ONU; carne e óleos vegetais puxam aumento

  • 08/08/2025
(Foto: Reprodução)
Carne bovina em supermercado brasileiro Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo Os preços dos alimentos no mundo subiram em julho e chegaram ao maior nível em mais de dois anos, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Segundo a FAO, o aumento nos preços da carne e dos óleos vegetais compensou a queda nos valores de cereais, laticínios e açúcar. O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, usado como referência mundial, chegou a 130,1 pontos em julho, um aumento de 1,6% em relação a junho. Esse é o maior valor desde fevereiro de 2023. Mesmo assim, o índice está 18,8% abaixo do recorde registrado em março de 2022, após o início da invasão da Rússia na Ucrânia. O índice de preços da carne da FAO atingiu um novo recorde histórico de 127,3 pontos, 1,2% acima do pico anterior em junho. A FAO atribui o aumento à forte demanda de China e Estados Unidos por carne bovina e ovina. LEIA TAMBÉM: Entenda o impacto do tarifaço para o agro do Brasil (e para os EUA) em 5 pontos Tarifaço pode encarecer ou baratear o preço dos alimentos no Brasil? Dependência de fertilizantes russos deixa Brasil vulnerável a mais taxações dos EUA Tarifaço pode encarecer ou baratear o preço dos alimentos no Brasil? As importações de carne bovina dos EUA aumentaram depois que a seca gerou uma redução no rebanho bovino. Já a China importou quantidades recordes de carne bovina no ano passado, em meio à crescente popularidade do produto. Os preços do frango também subiram, após o Brasil voltar a ser considerado livre de gripe aviária e retomar exportações para grandes compradores. Por outro lado, os preços da carne suína caíram, com oferta elevada e demanda fraca, especialmente na União Europeia. Já o preço dos óleos vegetais subiu 7,1% em julho e chegou a 166,8 pontos, atingindo o maior nível em três anos. Esse aumento foi puxado pelos óleos de palma, soja e girassol, com demanda forte e oferta limitada. O óleo de colza, por sua vez, ficou mais barato com a nova safra na Europa. O preço dos cereais caiu para o nível mais baixo em quase cinco anos, refletindo a pressão sazonal sobre a oferta das safras de trigo no hemisfério norte. O açúcar teve queda pelo quinto mês seguido. A FAO aponta expectativa de aumento na produção no Brasil e na Índia, mesmo com sinais de recuperação na demanda global.

FONTE: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2025/08/08/preco-dos-alimentos-no-mundo-e-o-mais-alto-em-2-anos-diz-onu-carne-e-oleos-vegetais-puxam-aumento.ghtml


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